quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Lembranças da Cooperativa de Dourado.






Cooperativa dos Cafeicultores adaptada às mudanças.


Cooperativa em 1982.




Supermercado.




 
A Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado nasceu no dia 26 de outubro de 1957, a partir da decisão de 20 produtores de café de Dourado. De lá para cá muita coisa mudou, mas a cooperativa manteve-se em atividade, diversificando sua atuação para fugir as mudanças que de quando em quando acontecem na produção agrícola brasileira.

A Cooperativa está até hoje com 51 funcionários diretos, atuando principalmente no setor de beneficiamento de algodão e na produção de derivados da mandioca.

O atual diretor-superintendente da Cooperativa, Edmar Monteiro explica que a sociedade encontrou fases distintas na história. No início, como o próprio nome da Cooperativa indica, o produto dominante era o café. Hoje a situação é diferente. Depois da crise do café, o produto acabou sendo praticamente erradicado de Dourado.

No auge do café a Cooperativa exportava diretamente o produto através da Cooperativa Central em São Paulo.
Mesmo com a crise do produto enquanto durou a ferrovia o café ainda foi cultivado em Dourado. Mas depois da desativação da Douradense, o café definitivamente decaiu na região.

O café de Dourado era de qualidade excelente, informa Edmar. Segundo ele o produto era o preferido pelos alemães. Nos anos de 85 e 86 a Cooperativa tentou incentivar o plantio do café novamente. Foi feito um canteiro de mudas que culminou com a venda de 180 mil pés para o plantio em fazendas de Dourado. Mas o cultivo não foi adiante, porque o preço que era bom no momento do plantio, acabou caindo e houve um desânimo dos agricultores para cuidar da lavoura, que acabou decaindo, conta Edmar.

Algodão.


Algodoeira em 1982.



Foto Algodoeira hoje.




Edmar conta que hoje em Dourado nem se considera mais o café como cultura do município. O cultivo do algodão é grande atualmente, seguido pelo leite e cereais. Tanto é assim que a Cooperativa hoje tem uma máquina de benefício de algodão, adquirida de um grupo de fazendeiros. Também fabrica farinha de mandioca com uma unidade no município de Ribeirão Bonito.

Possui silos para depósito de cereais, máquina para beneficiamento do café, máquina para arroz, moinho de fubá, misturador de ração, esmagadora de caroço de algodão (adquirida na época do ataque do bicudo para diversificar). Possui também a unidade de venda de insumos, ferragem e produtos veterinários. Além disso tudo, possui ainda um supermercado.

A Cooperativa dos Cafeicultores de Dourado tem atualmente 390 sócios. A atual diretoria é formada por: Paulo Heinz Von Haehling (Diretor Presidente); Edmar Monteiro (Diretor Superintendente); Luiz Fernando Cury (Diretor Gerente); João Eduardo de Souza Holl (Diretor Secretário); e Sérgio Almir Messi (suplente).

Informativo Municipal de 19 de Maio de 1990 – Página 07.



Ver também:


Quem foi o Senador José Botelho.


Nito Bueno – o craque dos Ferroviários.


Os Carneiros e a Estrela.


Dourado em 3 décadas (anos 40, 50 e 60).


Banda Marcial de Dourado.


A Fauna e a Flora em Dourado.


Homenagem aos Imigrantes.


Dourado em 2 tempos.


Cartas de Germano Agnelli.




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